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segunda-feira, 22 de julho de 2013

A Olindense e o seu legado histórico no transporte público de Olinda


Durante muitos anos, a empresa realizou o transporte de passageiros no Recife e Olinda
Quando se fala em transporte coletivo da cidade de Olinda, logo um nome vem à cabeça: Olindense. Esta empresa foi uma transportadora de passageiros com sede no município de mesmo nome, distante oito quilômetros do Recife. Durante muitos anos, a companhia manteve suas operações de transporte, acompanhou de perto as mudanças do setor e realizou consideráveis aquisições, de preferência das carrocerias de modelo Busscar Urbanuss e chassis Mercedes-Benz. As turbulências e transformações que ocorreram no transporte coletivo desta cidade durante a década de 90 e começo dos anos 2000, mas tarde viriam a definir o destino da Olindense. Como registro histórico, as três linhas operadas pela Olindense foram:



O407 - Córrego do Abacaxi/Rio Doce (Via Funeso)


O408 - Caixa d'Água/Rio Doce (Via Peixinhos)


O409 - Aguazinha/Rio Doce (Via Jardim Atlântico)


Ônibus da empresa Olindense - 1993
Surgida em 1976, ano em que as atividades de transporte começavam a se consolidar na Região Metropolitana do Recife, a empresa começou operando algumas linhas para o centro da capital pernambucana, com 22 veículos ligando o Alto José do Pinho e o Morro da Conceição, na Zona norte. Alguns anos depois, um avanço surge como uma marco na trajetória da Olindense: a aquisição de novos veículos, que representavam mais conforto e comodidade aos passageiros. Foram comprados dez monoblocos O-364. A renovação da frota, na época, gerou repercussão e ganhou destaque na imprensa local.


Nos anos noventa, a empresa realiza mais uma aquisição, totalizando 27 novos ônibus que integraram sua frota, representando cerca de 77% do seu total de veículos. No entanto, o findar dos anos 1990 e a chegada do novo milênio, trouxeram consigo um horizonte não muito bom para a empresa, que já começava a diminuir sua rentabilidade financeira. Até hoje, não se entende como uma empresa forte como a Olindense chegou à decadência. Talvez, por uma gestão que precisava de novas ideias para reerguer a Olindense, gerando novas perspectivas no mercado de transportes. Infelizmente, no decorrer dos anos 2000 esta situação não pôde ser revertida e, atolada em dívidas, parecia não existir uma saída para a solução.

Esta manchete do Diario de Pernambuco destaca a aquisição feita pela Olindense na década de 80

Como era uma empresa de pequeno porte, ela não tinha condições de competir com as demais. Em sua área de atuação (Peixinhos, Rio Doce, Água Fria e Caenga) outras empresas também operavam, como a Borborema e a Tamará – que logo mais foi incorporada à Caxangá. Suas linhas realizavam percursos que, devido à situação de baixos lucros da companhia, pareciam não apresentar muita demanda. Sem passageiros, com a frota sucateada e cada vez mais acumulando dívidas, a Olindense começou a declinar no ramo de transportes, vindo a ser proibida de operar durante 90 dias pelo órgão gestor responsável por fiscalizar as atividades das empresas de ônibus. Nesses três meses totalmente parada, a empresa não mais conseguiu se restabelecer. Seu fim definitivo se deu em dezembro de 2008. 

Pesquisa e texto: Fernando Siqueira

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